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Podridão branca da espiga de milho: saiba controlar essa doença

O Brasil é um dos maiores produtores de milho do mundo. Além da demanda para o mercado externo, o consumo interno do produto para a pecuária exige cada vez aumento das áreas de plantio. E para que isso se concretize com resultados de qualidade, o produtor precisa estar atento ao aparecimento de doenças. 

Uma delas é a podridão branca da espiga de milho. Segundo a Embrapa Milho e Sorgo, a partir de 2005 observou-se em algumas regiões o surgimento significativo da doença, que afeta o rendimento da cultura, a qualidade e o peso dos grãos.

A podridão branca da espiga é causada por dois fungos: Stenocarpella maydis e S. macrospora

O que causa o aparecimento da doença

  • Plantio direto sem rotação de cultura;
  • Monocultivo de milho;
  • Clima seco antes do florescimento e úmido após a polinização;
  • Espigas mal empalhadas e que não pendem quando amadurecem;
  • Altos níveis de nitrogênio e baixos de potássio na planta;
  • Variedades e híbridos com a casca dos grãos finas.

Como identificar a podridão branca da espiga de milho

O fungo causador da “podridão branca da espiga” apresenta um crescimento esbranquiçado entre as fileiras dos grãos. Em geral, a doença inicia-se pela base da espiga, podendo progredir até a ponta da espiga. Contudo a infecção pode ocorrer de forma inversa também. 

Os grãos ou sementes, quando infectados, apresentam coloração cinza a marrom. O crescimento do patógeno ocorre em condições de alta umidade. As espigas ficam muito leves, devido ao baixo peso dos grãos infectados, os quais são denominados de “grãos ardidos”.

Como controlar 

Para garantir a qualidade das sementes e a produção de grãos de milho na sua lavoura, é recomendável ter uma estratégia de controle preventivo, ou seja, enviar as sementes para um laboratório para detecção precoce de qualquer tipo de doença que pode se desenvolver. 

Para o caso da podridão branca da espiga de milho, é possível controlar através de quatro práticas, conforme sugere a Embrapa:

  1. Rotação de culturas: a rotação de culturas ajuda a reduzir a quantidade do fungo e permite que resíduos de milho infectados entrem em processo de decomposição. 
  2. Fragmentação dos restos de cultura: uma prática bastante útil é a diminuição no tamanho dos restos culturais, fragmentando-os após a colheita, para que a sua decomposição seja mais rápida, reduzindo a quantidade de fungo.
  3. Adubação balanceada: é importante a manutenção do balanceamento da fertilidade do solo, evitando altos níveis de nitrogênio e baixos níveis de potássio na planta.
  4. Colheita: a colheita deve ser feita logo que os grãos atinjam o teor de umidade ideal. A manutenção da planta de milho no campo, após a maturidade dos grãos, favorece, sobremaneira, o agravamento da podridão das espigas.

A podridão branca da espiga do milho pode causar perdas quantitativas e qualitativas nos grãos e nas sementes. Agora que você já sabe mais sobre o controle da doença, realize um bom manejo para que ela não apareça em sua lavoura!