12/03

O que é a necrose da haste da soja?

A área cultivada com soja, no Brasil e a produção do grão têm crescido a cada ano. Segundo previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção da oleaginosa no país deve ultrapassar os 120 milhões, tornando o Brasil o maior produtor mundial do cultivo na safra 2019/20.

Anualmente, entretanto, têm sido constatadas perdas causadas por doenças em todas as regiões produtoras de soja. Segundo a Embrapa Soja, o aparecimento de algumas doenças é de difícil diagnóstico, podendo ser causadas por infecções virais, fungos e também por ação de agentes abióticos como fungicidas, herbicidas e inseticidas.

Entre elas está a necrose da haste da soja. Causada pelo vírus Cowpea mild mottle virus (CpMMV), que pertencente ao gênero Carlavirus, essa virose foi identificada no Brasil, primeiramente, em feijoeiro da cultivar Jalo, em 1979. Na cultura da soja, ele foi detectado mais tarde, na safra 2000/01.

O vírus é transmitido pela mosca-branca (Bemisia tabaci), sendo que a transmissão do vírus é diretamente proporcional à população de mosca-branca na área. Mas além dessa disseminação, algumas pesquisas relatam que sementes infectadas com o CpMMV apresentam potencial para disseminar o vírus nos plantios de soja.

Principais sintomas causados pelo vírus

  • Escurecimento do pecíolo e das nervuras foliares;
  • Clorose e mosaico da folha, podendo apresentar aspecto de bolhas no limbo foliar;
  • Necrose da haste;
  • Queima do broto;
  • Nanismo;
  • Vagens deformadas e grãos pequenos.

Medidas de manejo para evitar o aparecimento do vírus

As medidas de manejo são preventivas para o aparecimento da doença, ou seja, devem ser realizadas para que não ocorra o aparecimento dela na lavoura. Confira: 

  • Uso de cultivares de soja resistentes ou tolerantes ao CpMMV;
  • Uso de sementes sadias e certificadas;
  • Controle químico da mosca branca.

Lembrando que, para um cultivo de qualidade, utilizar práticas de manejos integradas sempre auxilia na prevenção do aparecimento de doenças. Entre essas práticas está a rotação de culturas, o manejo adequado do solo, a correta semeadura e espaçamento entre elas e o controle químico orientado por um profissional agrônomo.