22/01

Estudo da USP usa tecnologia para grãos mais nutritivos

Utilizar a tecnologia para elevar a qualidade de grãos já não é algo distante. Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) resolveram usar a tecnologia de ultrassom de alta potência para hidratar feijão e milho. O resultado do experimento mostrou redução do tempo no processo industrial e também na possibilidade de futuramente adicionar mais nutrientes vitamínicos aos grãos.

Em âmbito acadêmico algumas coisas ainda precisam ser ajustadas, mas o autor da pesquisa, Alberto Claudio Miano Pastor explica que o objetivo é incorporar vitaminas e carotenóides, para elevar o valor nutricional do grão.

Pensando em uma escala industrial, essa atividade de hidratação de grãos demanda um tempo de oito a 14 horas em média para ser realizada, tornando-se inviável para a produtividade da empresa. “Já com a utilização do ultrassom, o tempo pode ser reduzido para cinco ou seis horas”, afirma o pesquisador.

Essa nova alternativa além de ser mais rápida, se torna barata. Alberto esclarece que o processo de aplicação de tecnologia de ultrassom permite a adição de componentes como ferro e vitaminas. “A aceleração desse processo, no caso do feijão, por exemplo, ocorre na indústria a partir do aumento da temperatura, o que pode prejudicar o produto e consumir grande quantidade de energia. Ao utilizar o ultrassom, é possível acelerar o processo sem aumentar a temperatura e ainda incluímos ferro, um componente que combate a anemia, um problema grave em países em desenvolvimento”.

Ainda segundo o pesquisador, a hidratação é uma etapa inicial do processo de industrialização e pode ser empregada em diversas finalidades: no cozimento do grão, na germinação, na malteação e na produção de brotos.

Foto: Freepik