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Damping-off: saiba o que é e como evitar

O tombamento de plantas, conhecido como damping-off, pode ser um problema recorrente se o agricultor não prestar atenção em sua plantação. Causado principalmente por fungos dos gêneros PythiumRhizoctonia, o tombamento pode afetar as sementes, as plântulas e as raízes, antes ou após a emergência. 

Conforme explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, Dagma Dionisia da Silva, os fungos colonizam os tecidos jovens das plantas, em fases que ainda dependem das reservas de sementes. A colonização dos tecidos das plantas pode resultar em morte prematura das plântulas, podridão, murcha e falhas no stand de plantas. “Plantas mais velhas raramente são mortas quando infectadas com patógenos que causam damping-off, mas podem desenvolver lesões e podridão em raízes e colmo, com comprometimento de seu crescimento e produção”.

Os fungos que causam damping-off são conhecidos como não específicos aos hospedeiros, ou seja, podem infectar diferentes famílias de plantas. Estes fungos atacam as plantas em fases nas quais seus tecidos ainda são muito tenros, produzem enzimas que provocam a morte do hospedeiro e por isso são considerados agressivos. 

Os patógenos são disseminados por respingos de chuva, água de irrigação, vento, sementes infectadas e trânsito de máquinas nas lavouras. Além dos fungos da espécie PhytiumRhizoctonia, outras espécies também são as principais causadoras do tombamento de plantas, como PhytophthoraAspergillus, Colletotrichum, Phoma, HelminthosporiumFusarium

Como evitar o damping-off 

Para minimizar o problema, os produtores devem se atentar a alguns pontos importantes, dentre os quais, manter o solo em boas condições, evitando semeadura em solos compactados e encharcados; realizar a semeadura em profundidade recomendada, de forma a garantir uma rápida emergência das plântulas e se atentar ao uso de herbicidas e fertilizantes que podem causar injúria nas sementes e plantas.

“A época de plantio também pode ser usada para reduzir o impacto dos fungos. Solos que apresentam temperaturas abaixo de 13ºC, resultam em períodos mais longos até a germinação e emergência das plantas (em torno de 20 dias), devendo ser evitada a semeadura nessas condições”, orienta a pesquisadora Dagma.

Apesar de ser dificultada pela gama de hospedeiros dos patógenos de solo, a rotação de culturas pode favorecer a redução de fungos. Entre as estratégias de manejo, utilizar sementes de qualidade está entre as mais importantes, já que sementes de má qualidade podem apresentar ferimentos e fissuras que favorecem a entrada de patógenos.

Outra estratégia importante é o tratamento de sementes contra insetos e fungos, pois os danos causados às sementes e às plântulas podem favorecer a penetração dos fungos. “Vale ressaltar que alguns fungos para os quais é recomendado o tratamento de sementes, vão além de reduzir danos até a germinação, já que os mesmos causam outros danos em fases mais avançadas de desenvolvimento da cultura”, explica Dagma. 

Foto Embrapa