24/03

Como controlar o aparecimento da larva coró

A larva coró é uma praga do solo que causa danos no sistema radicular, desde a germinação da semente, tanto em plantios de milho, soja ou trigo. Essa larva pertence a família Melolonthidae, da ordem Coleoptera

Existem diversas espécies diferentes que ocorrem em distintas regiões do Brasil. As principais delas são dos gêneros Phyllophaga spp.Cyclocephala spp.Diloboderus spp. e Liogenys spp.

São conhecidas por terem o corpo recurvado em forma da letra C quando estão dormentes. Apresentam coloração branca, com cabeça e pernas marrons. As espécies rizófagas que ocorrem em milho podem atingir de 4 a 5 cm de comprimento quando em seu tamanho máximo, por exemplo.

Danos causados pela larva coró no plantio 

Na produção de soja, sua fase larval pode chegar a 250 dias. Nesse período elas têm o hábito de atacar o sistema radicular em reboleira e ficam sob o solo, em uma profundidade de cerca de 20 cm a 30 cm, comprometendo todo o ciclo de cultura. Para a safrinha, em lavouras instaladas em semeadura direta sobre a resteva da soja, os danos são mais acentuados.

No milho, os danos são causados pelo consumo de raízes, acarretando redução na capacidade das plantas de absorver água e nutrientes. As plantas atacadas apresentam desenvolvimento reduzido, seguido por amarelecimento, murcha e morte. Em altas infestações de corós, pode ocorrer até 100% de perda da lavoura, especialmente quando a presença de larvas mais desenvolvidas coincide com a fase inicial de desenvolvimento das plantas de milho. 

Segundo informações da Embrapa Tecnológica, o coró-das-pastagens tem ocorrido anualmente e de forma mais generalizada, principalmente no sistema de plantio direto, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O coró-do-trigo tem sido registrado, em anos alternados e de forma mais localizada, em todo o norte do Rio Grande do Sul, tanto em sistemas conservacionistas como em sistemas convencionais de preparo do solo e de semeadura. O período mais crítico de ocorrência de corós para as culturas vai de maio a outubro, dependendo do ano, podendo, todavia, ser maior.

“O potencial de dano é maior em cereais de inverno, cujo ciclo de desenvolvimento coincide com esse período, embora também possam danificar culturas de verão em final de ciclo (soja) ou semeadas precocemente (milho)”, esclarece a Embrapa.

Como controlar o seu aparecimento

  1. Observar e demarcar as áreas com ocorrência de corós, com vistas ao acompanhamento nos anos seguintes;
  2. Considerar a mortalidade natural, normalmente provocada por inimigos naturais, principalmente patógenos, e por condições extremas de umidade do solo;
  3. Identificar espécies de corós existentes na lavoura e estimar a densidade, através de amostragens em trincheiras de 25 cm de largura x 50-100 cm de comprimento x 20 cm de profundidade;
  4. Considerar que danos expressivos ocorrem a partir de 5 corós/m2 (nível de dano);
  5. Lembrar que o coró-das-pastagens, apesar dos danos que causa, também pode proporcionar benefícios, como melhorar a capacidade de absorção de água do solo, em virtude das galerias que escava, e melhorar características físicas, químicas e biológicas do solo, através da incorporação de matéria orgânica;
  6. Sistemas de rotação de culturas desfavorecem o crescimento populacional do inseto.

Outra sugestão para controlar o aparecimento de espécies de larva corós é fazer o monitoramento no pré-plantio para encontrar possíveis focos da praga e também o tratamento de sementes. Procure ajuda de um profissional agrônomo para maior eficácia dos resultados.