20/05

Aprenda como controlar a presença de nematoides nas lavouras

Há diversos fatores que comprometem a receita de um produtor. O controle de pragas é fundamental para minimizar perdas e garantir uma safra positiva. Reconhecendo esse fator como essencial, é preciso identificar também quais as pragas mais recorrentes e que geram prejuízos nas lavouras. Entre elas estão os nematoides, vermes microscópicos, com corpo em formato cilíndrico, geralmente alongado e com as extremidades afiladas. São abundantes no solo, água doce e salgada, e muitas vezes são parasitas de animais, insetos e plantas. 

Temperaturas de solo acima de 28ºC são as ideais para a praga, que é comum principalmente em solos mais arenosos. Entretanto, informações apresentadas pela Embrapa Hortaliças demonstram que nematoides possuem fácil adaptação e toleram temperaturas abaixo de 12ºC, o que permite seu desenvolvimento nas diferentes condições climáticas brasileiras. 

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), os nematoides causam prejuízos de aproximadamente R$35 bilhões a cada ano para o agronegócio brasileiro. Ao focar somente na cultura da soja, o valor estimado é de R$16,2 bilhões. Isso evidencia a necessidade de controle da praga, que é considerada uma das principais da atualidade.

Prevenção e controle

Primeiramente, é preciso destacar que a erradicação dos nematoides é praticamente impossível e inviável financeiramente. O recomendado é realizar o controle da praga, a partir da adoção de medidas de combate.

A identificação da espécie predominante é um passo muito importante e que auxilia a definir as próximas ações com maior precisão e eficácia, e para isso deve ser feita uma amostragem do solo. A melhor época para a coleta desses dados é entre 45 a 50 dias após o plantio, quando a cultura já está estabelecida e os nematoides já completaram seu primeiro ciclo de vida nas raízes das plantas. 

Como principais medidas de controle é possível destacar a rotação de culturas com espécies vegetais não hospedeiras e o uso de cultivares resistentes, quando houver disponibilidade. Além disso, boas práticas de manejo do solo e da cultura, como uma adubação equilibrada, uso de adubos verdes, controle eficiente de plantas daninhas e preparo adequado tornam a lavoura mais resistente aos invasores.

A Embrapa Hortaliças destaca também que não se deve plantar sucessivamente na mesma área batata, ervilha, feijão, quiabo, soja e tomate; evitar a plantação em áreas muito infestadas; fazer aração profunda; deixar o solo exposto ao sol antes de fazer a gradagem; incorporar os restos imediatamente após a última colheita; aplicar no sulco de plantio nematicidas registrados e plantar cultivares tolerantes.

Foto Embrapa