07/08

Aprenda a defender o milho da lagarta-rosca

A lagarta-rosca (Agrotis Ipsilon) é considerada um inseto polífago, ou seja, uma espécie de inseto que se alimenta de diversos tipos de plantas. Sendo assim, ela costuma atacar cultivos de milho, algodão, amendoim, arroz, batata, feijão, fumo e trigo. 

Segundo informações da Agência Embrapa de Informação Tecnológica, a fêmea da lagarta-rosca deposita seus ovos nos colmos, hastes, folhas ou no solo (1.000 ovos, em média). Estes apresentam coloração branca, de onde eclodem lagartas de coloração pardo-acinzentada escura, que podem atingir até 45 mm de comprimento. 

As lagartas possuem hábitos noturnos, permanecendo enroladas em abrigos no solo durante o dia. “Após a fase larval, que dura 30 dias em média, a lagarta se transforma em pupa no solo e permanece nesse estágio por cerca de 15 dias, quando emerge como adulto. Os adultos dessa espécie são mariposas que apresentam 35 mm de envergadura, asas anteriores marrons com algumas manchas pretas e, as posteriores, semitransparentes”, explica artigo sobre o inseto.

Os prejuízos causados pelas lagartas são significativos, principalmente na fase inicial da cultura de milho, pois as plântulas têm menor capacidade de recuperação. Os insetos atacam sementes, hastes e folhas, em especial aquelas mais próximas do solo. Em consequência do seu ataque, surgem falhas de germinação nas linhas de plantio e as plantas mais jovens murcham e tombam. Já em plantas adultas, são abertas galerias na base do caule e nas raízes mais superficiais. 

Como controlar o ataque da lagarta-rosca

            A orientação da Embrapa é que seja feito o monitoramento da lavoura, através de amostragens. Deve-se intervir com medidas adicionais de controle, quando 25% das plantas amostradas apresentarem sinais de ataque da praga.

O controle da lagarta-rosca deve ser feito de forma preventiva, realizando-se: 

  • Bom preparo do solo e eliminação das plantas hospedeiras;
  • O manejo antecipado de plantas de cobertura e plantas infestantes é a forma mais promissora de controle desta praga, pois se evita que as lagartas permaneçam na área, caso estejam associadas a estas plantas hospedeiras;
  • Em áreas com histórico de infestação severa deve-se evitar o uso de cobertura morta, restos culturais e restos de capina no cultivo, pois estes materiais oferecem abrigo às lagartas; 
  • Aconselhável efetuar as aplicações de inseticidas ao final da tarde, dirigindo-se o jato de pulverização para o solo, junto à base das plantas e em alto volume de calda;

Foto Ivan Cruz/Embrapa